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Mas, a propósito, por que os vírus que chegam até nós dos morcegos são tão problemáticos?

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De acordo com um estudo recente realizado no morcego, sua forte resistência a vírus é devido a um sistema imunológico muito ativo. Outros seres vivos, equipados com um sistema imunológico moderadamente eficiente como os humanos, sucumbem mais facilmente a esses agentes infecciosos. O organismo do morcego pode sair ilesotornando este animal um verdadeiro reservatório do vírus.

A pesquisa feita até agora sugere, de fato, que os morcegos podem ser a fonte da crise global de saúde que estamos enfrentando atualmente. No entanto, o COVID-19 não é a única doença mortal que envolve este mamífero voador.

Nos últimos anos, o morcego tem sido de fato o vetor de muitas doenças causadas por vírus como SARS, MERS, Ebola ou mesmo febre de Marburg… doenças de origem viral, cada uma tão perigosa quanto a outra.

Um mamífero único, capaz de voar e dotado de um metabolismo particular

A singularidade deste mamífero sempre intrigou os pesquisadores, pois apesar de seu pequeno tamanho, o morcego pode viver por muito tempo. Isso é até 40 anos, contra apenas 2 anos para outros animais da mesma constituição.

É por isso que uma equipe de cerca de vinte cientistas liderada por Cara Brook e Mike Boots da Universidade de Berkeley (Califórnia) analisou as especificidades desse animal e compartilhou suas conclusões na revista eLife.

O morcego é, de fato, o único mamífero capaz de voar, com um mecanismo fisiológico altamente desenvolvido que lhe permite eliminar de seu corpo moléculas nocivas como os radicais livres.

Essa capacidade particular está associada a um sistema imunológico mais resistente, de modo que “alguns morcegos são capazes de montar uma resposta antiviral robusta, mas também equilibrá-la com uma resposta anti-inflamatória”, de acordo com Brook.

O sistema imunológico dos morcegos torna os vírus mais perigosos

Para testar a imunidade do morcego a infecções virais, os pesquisadores realizaram experimentos comparando sua resposta imune à de um macaco. E acontece que suas células conseguiram se livrar rapidamente do ataque viral graças às informações transmitidas por meio de um interferon. Enquanto as células do macaco foram atacadas e mortas pelo vírus.

Essa forte resistência do morcego permite, por um lado, reprimir e bloquear a ação dos vírus em suas células, mas, por outro lado, leva a uma mutação dos vírus que hospeda, a ponto de se tornarem mais fortes.

Uma vez transmitido a um hospedeiro individual, o vírus torna-se mais virulento e, na maioria dos casos, seria fatal. E apesar de o vírus ser, na maioria dos casos, transmitido aos humanos por um hospedeiro intermediário (civeta, camelos, gorilas, porcos etc.), sua virulência não é reduzida.

O que, em última análise, torna as coisas muito problemáticas.

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